terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dor













Pensei que, quando o tempo passasse, quando as coisas se esclarecessem, ou pelo menos clareassem, essa dor sufocante fosse se extinguindo aos poucos, mas tolo aquele que diz que o tempo cura tudo. Nada será curado. Nada será refeito. O sonho morreu e junto com ele a minha felicidade.

Hoje acordo e, por mais felizes que sejam os momentos, por mais amor que eu receba, a dor ainda está presente, porque o único sonho que tive em dezesseis anos morreu. Como posso acordar agora e saber que não existe mais? Como posso passar os meus dias sabendo que jamais irei realizar um sonho que perdurou por mais de uma década? Como ser capaz de ser plenamente feliz diante desse fato?

Sinto-me culpada por todas as bênçãos que tenho. Choro e peço perdão a Deus, mas o amaldiçoou por tirar de mim a única coisa que me fazia “eu mesma”. Era o meu sonho particular. Era algo apenas meu. Somente meu. Não era da Lahis “mãe”, da Lahis “esposa”, da Lahis “namorada”, era simplesmente da Lahis, Lahis. E ele se foi...

É difícil dar “adeus”... É doloroso o “nunca mais”... Chega a ser doentio o fato de saber que JAMAIS conseguirá atingir algo que sonhou com tanta veemência. E meu mundo era tão belo! Tão colorido simplesmente porque ele existia. Então eu me pergunto: Por que Deus tirou isso de mim? Por que Deus arrancou da minha vida a ESPERANÇA? Sim, de fato, a esperança é a última que morre e a minha morreu no dia 25 de Junho. E depois desse dia eu jamais serei a mesma.